domingo, 11 de junho de 2017

JAIME FREITAS


Projeto de Lei 3943/04 - CEP: 35680-000
Denomina logradouro público: Rua Jaime de Freitas / Bairro Novo Horizonte

Itaúna almeja prestigiar e homenagear “post mortem” um de seus mais queridos e singulares cidadãos, o saudoso Jaime de Freitas nascido na co-irmã Itaguara.
Ficará de bom tamanho eternizar-lhe o nome em um de seus logradouros. E olhem que se trata de via localizada quase centralmente. Com certeza merecem esta justa homenagem tanto nosso saudoso Jaime de Freitas, como seu respeitável clã.
Filho dos bons e saudosos Ramiro de Freitas e Flora Rosa de Freitas, e irmão do jornalista Antônio de Freitas. Jaime integrava família das mais respeitadas e tradicionais de Itaúna.
Herança maior que nos lega, além de bons exemplos, são seus belos netos e os ótimos e queridos familiares, aqui destacando-se a excelente esposa Raimunda Campos de Freitas — filha dos bons e saudosos Aurélio da Silva Campos e Rita Augusta de Oliveira — destacando-se também os filhos:
Márcio Aurélio de Freitas
Ângelo Antônio de Freitas
Paulo Vicente de Freitas
Jane Miriam Campos de Freitas Lara
Fátima Aparecida Campos de Freitas
Registram-se os genros e noras, gente de valor: Helênio, Herly Magda e Maria José.
Os familiares de Jaime são pessoas muito bem relacionadas e profissionalmente bem-sucedidas, tal se exemplificando com o popular Paulo Vicente de Freitas, dotado de grande inteligência e talento, um dos melhores advogados das Gerais. É o velho ditado: tal pai, tal filho. Sem se esquecer de registrar que também a família da d. Raimunda é gente dotada de notável inteligência, bastando lembrar seu irmão e cidadão de considerável cultura e sabedoria, conhecedor de muitos idiomas (inclusive tradutor da Bíblia direto do hebraico para o português), Padre José da Silva Campos, exímio pregador e doutor em Teologia.
Jaime foi um ITAGUARENSE e ITAUNENSE que dignificou não só seu torrão natal (antiga Conquista), mas sobretudo sua terra do coração, Itaúna, à qual se dedicou e amou por muitas décadas. Sem dúvida, por sua dignidade e por seu viver, eis alguém que merecia o título de CIDADÃO HONORÁRIO DE ITAÚNA.
Dinâmico e batalhador, correto e honesto, foi funcionário público, tendo inclusive trabalhado no JARDIM DE INFÂNCIA ANA CINTRA. Como pai e esposo, filho e chefe de família, foi sempre supera dedicado, apegado e afetuoso como poucos, com os seus parentes, nada aí deixando a desejar, foi exemplar, de todos queridíssimos. Seus filhos eram seu orgulho maior — com toda razão.
Como cidadão e vizinho, como companheiro e amigo, foi sempre presente, carinhoso, tendo granjeado muitas admirações e amizades. Católico, homem de fé. Popular e bem-humorado. Galista de quatro costados, vibrante e fiel, foi sem dúvida homem de virtudes, dando ótimos exemplos para tantos.
Sendo tal era, pessoa de predicados, Jaime fará muita falta entre nós. Nada nem ninguém o substituirá jamais. Com certeza, constitui-se Jaime em pessoa e qualidade. Sua partida, em 2002, aos 82 anos, além de socialmente lesiva, acarretará tristeza e saudades imensuráveis...
É mister com fé e Sabedoria seguir os bons exemplos do inesquecível Jaime. Ele cumpriu sua missão, combateu o bom combate. Ele deixa a imagem de boa-prosa, simpático e comunicativo, tão popular e de tantos queridos.
Esta homenagem vai recheada de afeto e palavras de incentivo e fé. Ele já há de estar fruindo as infinitas delícias celestiais, certamente aprovando o presente ato que enche de júbilo e alegria sua Família.
Com certeza se aprovará à unanimidade este Projeto de justa imortalização do nome de Jaime de Freitas em um de nossas vias — honrosa distinção a essa nobre Família.
Ressalte-se que a via em questão é na região dos bairros Novo Horizonte, Piedade e próxima à Rua Aurélio Campos, renomado e inesquecível sogro de Jaime — numa demonstração de união e grandeza de Família.
Itaúna quer implementar este ato — e o faz.
Itaúna e Família Campos e Família Freitas se entrelaçam fraternalmente!

Sala das Sessões, em 17 de outubro de 2004
Antônio de Miranda Silva / Vereador
Marcos Antônio Alves Penido / Vereador








REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Colaboradores: Ângelo Antônio de Freitas e Herly Chaves de Freitas (in memoriam)
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna


quinta-feira, 8 de junho de 2017

GIOCONDA CORRADI

Projeto de Lei 839/67 (Alterada pela Lei 1.343/76) - CEP: 35680-255
Denomina logradouro público: Rua Gioconda Corradi / Bairro Cerqueira Lima

JUSTIFICATIVA
Com o projeto desejamos homenagear a memória de Dona Gioconda Corradi, dama de excelsas virtudes e tronco de uma das mais numerosas e conceituadas famílias do município de Itaúna — Os Corradi.
Tem os seus membros dado o melhor de seus esforços para o progresso de Itaúna, em todos os setores da atividade humana e principalmente indústria.
Sala das Sessões, em 19 de Setembro de 1967 / Vereador Antônio José Pereira

À Comissão de Finanças, Legislação e Justiça. Sala das Sessões, 19 Setembro de 1967.
Dr. Guaracy de Castro Nogueira / Presidente da Câmara Municipal de Itaúna 



(Clicar na fotografia)

HORÁCIO CORRADI (falecido aos 63 anos, 6 meses e 11 dias em 26/8/1950 em Itaúna à rua Antônio de Matos /F.130-L.15-Óbitos-CRC), casado com Santa Josefina Agnetti e tiveram 10 filhos:
F3N1. Elisa Corradi;
F3N2. Marieta, c.c. Abílio Augusto Baeta;
F3N3. Antônio Geraldo Corradi;
F3N4. Irma Corradi Paiva;
F3N5. Horácio Corradi Filho;
F3N6. Helena Paula Corradi;
F3N7. Tilma Corradi, c.c. Irajá Perillo;  
F3N8. Paulo Corradi c.c. Maria do Carmo Pinheiro;
F3N9.  Gioconda Corradi, c.c. o primo Oswaldo Corradi (f. de Hermínio e Amélia);
F3N10. Agostinho Corradi.



REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização: Charles Aquino
Acervo: Fábio Corradi
Genealogia da família:  Aureo Nogueira da Silveira e Dr. Alan Penido
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna


quarta-feira, 7 de junho de 2017

VICENTINA BERNARDES MARQUES



Projeto de Lei 4718/12 - CEP: 35680-834
Denomina logradouro público: Rua Vicentina Bernardes Marques / Bairro Santa Edwiges II

Dona Vicentina, nascida em Itaúna-MG, viveu parte de sua vida, no bairro de Garcias. Ainda, quando solteira trabalhou na Cia. De Tecidos Santanense e posteriormente foi trabalhar no Grupo Escolar de Garcias. Por ser uma das filhas mais velha da família de seis irmãos, desde cedo teve que trabalhar bastante para ajudar na criação de seus irmãos.
Casou-se com Sr. Lázaro José Marques e teve quatro filhos: Fernando (trabalha na Caixa Econômica Federal), Roberto (trabalha na Receita Estadual), Rosilene (trabalha no Colégio Santana e na Universidade de Itaúna), Rodrigo trabalha como analista de Sistemas em BH). Nessa época, pediu transferência para trabalhar no jardim de Infância “Ana Cintra”, quando de sua mudança para o bairro das Graças.
De família com pessoas dedicadas à vida pública, como seus primos que já foram vereadores, o Sr. João Viana da Fonseca (Vereador por vários mandatos), do Sr. Antônio Augusto da Fonseca (Tunico dos Garcias), e do Sr. Marcos Elias. Gostava muito de acompanhar a vida pública da cidade e do país, fazendo comentários a respeito. Pessoa honrada e trabalhadora, ajudou o Sr. Lázaro, ao longo de sua vida conjugal, com todas as dificuldades que enfrentaram à época, a construir uma residência e ter uma vida simples, mas extremamente honesta.
Esposa, mãe dedicada, trabalhadora e muito religiosa, buscou sempre passar aos seus filhos e as pessoas com que conviveu, a caridade, a bondade e a esperança de lutar sempre para que as coisas pudessem melhorar. Apesar da viuvez aos 58 anos, dedicou-se mais ainda à família e aos netos participando também ativamente da Comunidade do bairro das Graças, no Apostolado de Maria e de todas as manifestações religiosas que ocorriam no bairro, buscando sempre ajudar às pessoas da melhor forma que podia. Faleceu em abril de 2005, aos 70 anos, nos deixando com imensa saudade.


Sala das Sessões, em 30 de outubro de 2012
Márcio José Bernardes
Vereador


DADOS BIOGRÁFICOS:
NOME: Vicentina Bernardes Marques
FILIAÇÃO: Antônio Bernardes da Fonseca e Maria Jacinta Fonseca
NATURALIDADE: Itaúna
NASCIMENTO: 04/11/1934* FALECIMENTO: 26/04/2005+
ESPOSO: Lázaro José Marques
FILHOS: Fernando José Marques, Roberto José Marques, Rosilene Alessandra Marques e Rodrigo José Marques


REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Genealogia: Aureo Nogueira da Silveira e  Dr. Alan Penido
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna



domingo, 4 de junho de 2017

PADRE JOSÉ NETO


Projeto de Lei 4481/10 - CEP: 35680-780
Denomina logradouro público: Rua Pe. José Neto / Bairro Olímpio Moreira antiga rua 4

*Guaracy de Castro NOGUEIRA

  Grande figura humana, Modelar Discípulo de Jesus, Pastor dedicado e zeloso de seu rebanho. Educador e formador de gente. Uma vida dedicada aos humildes, principalmente aos carentes e órfãos.
  Nasceu no pequeno lugarejo, freguesia do Sagrado Coração do Coco (São Caetano de Moeda), em 19 de junho de 1910. Mário Delfino Moreira, nascido na Moeda e Antônia Ferreira são seus pais. Avós paternos, José Ferreira, português, e Leonor Vieira Braga, do Coco. Avós maternos, Francisco Machado Netto e Maria Ferreira Marques, de São José do Paraopeba.
  Encaminhado para a vida sacerdotal pelo grande arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta. Seminarista no Seminário do Coração Eucarístico de Belo Horizonte, com apoio de Dom Antônio dos Santos Cabral, com bolsa que lhe deram as irmãs do Colégio Coração de Jesus, de Belo Horizonte. O Bispo e arcebispo Dom Cabral lhe devotava grande amizade e afeto, acompanhou sua passagem pelo seminário e lhe deu a tonsura, as ordens menores, o subdiaconato, o diaconato e o presbiterado. Ordenou-se no mesmo dia com Dom Cristiano Portela de Araújo Pena, Padre Sinfrônio Torres e Padre Guilherme Kriger.
  Antes de vir para Itaúna, foi cooperador do Monsenhor Guedes na Lagoinha (1938/39), depois, sucessivamente, vigário de Piedade do Paraopeba (1939/43) e de Itaúna (1943/85). Nestes períodos, foi encarregado de várias outras paróquias: São José do Paraopeba (1939/43), Moeda (1941/43), Itatiaiuçu (1943/46), Santanense (1943) e Padre Eustáquio (1960).
  Seu colega de ordenação, Dom Cristiano, primeiro bispo de Divinópolis, concedeu-lhe o título honorífico de cônego, por autorização do Papa Paulo VI (1966).
  Em nossa cidade, criou novas paróquias: Coração de Jesus de Santanense (1953), Nossa Senhora de Fátima do Padre Eustáquio (1960), Nossa Senhora das Graças, na Ponte (hoje Graças) e Nossa Senhora da Piedade do Serrado (hoje Piedade), em 1970. A zona rural foi enriquecida com novas capelas: Córrego do Soldado, Garcias (depois paróquia). Cachoeirinha, Vista Alegre (nome dado por ele ao Pasto das Éguas), Carneiros, Paulas e Santo Antônio da Barragem (construída pela Itaunense, com participação da comunidade).
  Presença decisiva na criação da Granja Escola São José, realizando um sonho de quando seminarista frequentava o Instituto João Pinheiro em Belo Horizonte, um centro de amparo a órfãos, carentes e meninos com desvio de conduta. Co-fundador do Colégio Santana, que passou pelas mãos do Padre José Nobre, do professor Raimundo Corrêa de Moura e do professor José Coutinho (com a colaboração de sua esposa Dª Vani e do saudoso professor Geraldo dos Santos), no casarão dos Cerqueira Lima na Rua Silva Jardim. Construída a nova sede do Colégio pela Santa Casa, fruto do testamento do maior benemérito de Itaúna no século XX, Manoel Gonçalves de Sousa Moreira (através da Sociedade Anônima com o nome do benemérito instituidor da Fundação), Padre Netto foi o responsável pela vinda dos padres americanos, frei Ambrósio e Cipriano, franciscanos conventuais e, finalmente pelos padres espiritanos (Adriano, Pedro Schoonnaker, Cauper, Luiz e outros), os quais se tornavam vigários, ficando o colégio nas mais deste notável educador que é o Padre José "das crianças", que transformou em educandário orgulho da comunidade, sala de visitas de Itaúna . Exerceu grande influência na instalação do Orfanato São Vicente de Paula, obra meritória de Dona Cota. Vigário de Itaúna ao longo de quase 42 anos. Pastor que mais tempo ficou à frente da paróquia de Santana. Conseguiu uma nova Casa Paroquial com a ajuda de dedicadas senhoras das famílias Cerqueira Lima e Gonçalves de Souza. Além disso, são imensas as marcas deixadas pelo operoso e dinâmico vigário em Itaúna. Membro do conselho fiscal da Universidade de Itaúna, completou a construção da Igreja da Matriz, terminando o coro, instalando os altares laterais e o púlpito. Assumiu a direção da Escola Normal oficial de Itaúna (Colégio Estadual), em momento de grande crise.  Inspirador da APAC, obra que sempre contou com o trabalho e a dedicação de Waldeci Antônio Ferreira. Ergueu o Centro Comunitário da Paróquia, contando com o patrocínio do senhor Joaquim Soares Nogueira (Quincas), numa homenagem ao seu falecido Cláudio.
  Muito pode ser acrescentado à biografia deste notável e humilde homem de Deus. Esta ligeira exposição, ao ensejo dos 160 anos da criação da Paróquia de Sant'Ana, atende apenas ao desejo jornalístico da Tribuna da Imprensa, solidária com as manifestações prestadas no Museu Francisco Manoel Franco, pela comunidade itaunense, a tão grande benfeitor cidadão honorário da terra de Sant'Ana, merecedor do eterno reconhecimento dos barranqueiros do Rio São João Acima.
Padre José Ferreira Netto está na galeria de honra dos mais notáveis itaunenses !




Prof. Luiz MASCARENHAS*

         José Ferreira Netto nasceu em um vilarejo denominado “Côco”, pertencente à cidade de Moeda-MG; a 19 de junho de 1910. Filho de Mário Delfino Ferreira e Antônia Ferreira Machado. Foram seus avós paternos José Delfino Ferreira e Leonor Ferreira Machado e avós maternos Francisco Machado Netto e Maria Ferreira Marques.
         Recebeu as águas lustrais do Santo Batismo na Capela do Sagrado Coração de Jesus do pequeno arraial em que nasceu, a 13 de julho de 1910, sendo oficiante o Mons. Mário Silveira. Foram seus padrinhos de batismo Eugênio Braga e Leonor Vieira Braga.
         O Sacramento da Crisma lhe foi conferido na mesma Capela do Sagrado Coração de Jesus do Côco, tendo sido o Bispo Oficiante o grande Dom Silvério Gomes Pimenta, Arcebispo de Mariana. Foi seu padrinho de crisma Francisco Machado Netto.
         Sua primeira Comunhão aconteceu em 27 de agosto de 1919, também na Capela do Sagrado Coração de Jesus do Côco, das mãos do Pe. Geraldo, redentorista.
         Cursou o Primário em 1919 e 1920, ainda no Côco e 1922 e 1924 em Ouro Preto.
         Ainda muito jovem, trabalhou como balconista de uma farmácia em Ouro Preto, que pertencia a um irmão de Mons. João Castilho Barbosa, Pároco do Pilar de Ouro Preto.
         Entrou para o Seminário do Coração Eucarístico de Belo Horizonte no ano de 1928 e foi ordenado padre a 18 de setembro de 1937 na Catedral da Boa Viagem, junto com outros três amigos: Pe. Sinfrônio Torres, Pe. Guilherme Kriger e Pe. Cristiano Frederico Portela de Araújo Penna, que posteriormente foi o primeiro bispo da nossa Diocese de Divinópolis; cujo nome empresta à Praça da Catedral: Praça Dom Cristiano.
         O Pe. José Ferreira Netto foi cooperador de Mons. Guedes na Paróquia da Lagoinha em Belo Horizonte de 1938 a 1939.
         Foi Vigário de Piedade do Paraopeba entre 1939 e 1943.  Vigário encarregado de São José do Paraopeba na mesma data; Vigário encarregado de Moeda entre 1941 e 1943. Vigário encarregado de Itatiaiuçu de 1943 a 1946.
         Em ITAÚNA o Pe. José Ferreira Netto chegou em 1943...Já conhecia o lugar, pois viera aqui alguns anos antes visitar um colega de seminário e rezou na velha Igreja Matriz de Sant’ana;  antes de sua demolição em 1934...Talvez não tenha imaginado que para essas barrancas um dia viria e delas faria a paróquia e a cidade de sua vida!
         Itaúna possuía uma única paróquia...A Paróquia de Sant’ana, criada em 07 de abril de 1841 e que se confundia com a própria cidade. Itaúna era a Paróquia de Sant’ana e a Paróquia de Sant’ana era Itaúna. Isto muito devido ao Direito Português...resquícios de nossa colonização e traços marcantes de nossa Cultura.
         Em 1943, nossa querida Itaúna era um povoado de aproximadamente 15 mil pessoas...Pelo acervo de fotos da Paróquia temos uma boa ideia de como era bem pequenina e espalhada a nossa povoação. Havia aqui 5 automóveis!
         Pe. José Ferreira Netto foi o nosso estimado Pároco de Sant’ana de 1943 a 1985...42 anos de paroquiato. Praticamente viu a pequena Itaúna crescer, evoluir, desdobrar-se em diversas outras paróquias ( hoje são 6: Sant’ana, Sagrado Coração de Jesus, Fátima, Piedade, São José, Aparecida).
         Itaúna, Minas Gerais, o Brasil e o mundo mudaram por demais neste período do paroquiato do nosso saudoso Pe. Zé Netto. Ele viu daqui o mundo e Igreja mudarem...
         Quando chegou, a Santa Missa era em latim, com o padre virado para o Sacrário e sempre usando a batina negra como veste talar, ou seja, de uso contínuo mesmo fora da Igreja. E assim o fez por 22 anos, até o Concílio Vaticano II permitir um novo rito em língua vernácula. A batina, esta, enquanto foi o Pároco, jamais deixou de usar.... Somente a tirou devido a ordens médicas e já bem na sua velhice: honrava seu sacerdócio acima de tudo.
         Foi um homem de vida espartana. Metódico, acordava sempre no mesmo horário, antes das seis da manhã, mesmo na velhice e já aposentado dafunções paroquiais. Para tomar seu banho, fazer a barba cotidianamente e passar o seu café...
         Gostava de cuidar do jardim e da horta.... Muitos ainda se lembram dos jardins da antiga Casa Paroquial (que foi construída no tempo dele) na praça, hoje Centro Pastoral “Pe. José Ferreira Netto) sempre com as roseiras exuberantes e uma horta bem viçosa e cuidada...Costume que levou para sua nova morada, quando se aposentou; situada na rua São Miguel, nº 104 no bairro das Graças.
         Pe. José Netto marcou indelevelmente sua passagem por estas terras.
         Itaúna muito lhe deve!
         Pe. José Netto trabalhou muito e muito para fora de sua sacristia.... Para muito além da religião. Tinha preocupações e grandes para com o social, a educação e a saúde em nossa cidade
         Quando aqui chegou em 1943, não havia uma escola para os meninos, pois a Escola Normal (hoje Escola Estadual de Itaúna, da qual foi também seu Diretor entre 1966 e 1970) só atendia as meninas e tocada por uma Congregação Religiosa (embaixo funcionava a escola e no andar superior a capela que possuía uma sacada; as celas das irmãs e o quarto para as internas.
         Tratou logo, portanto, com outras pessoas ilustres de nossa cidade, fundar o Colégio Sant’ana, para atender os meninos daquele tempo.
         Por ter contatos na capital, com a obra de Dom Bosco, logo pensou nos menores de rua e desamparados de seu tempo: daí veio a fundação da Granja Escola São José, junto com o então prefeito, Cel. Arthur Vilaça e sua esposa Dona Dorica.
         Criou também o antigo Lactário, que desaguou na Pastoral do Menor e hoje “Casa Nossa”; preocupou-se com os idosos e junto com o Cordomar Silveira, abraçou a causa do Asilo “Frederico Ozanam”. Tinha pelos detentos, os presos, um zelo de pai...disso brotou a Pastoral Carcerária, que abriu caminho para a APAC de Itáuna!
         Sempre prestou assistência e a fez prestar aos mais necessitados e imbuído do espírito do resgate da dignidade da pessoa humana.
         Resgatou a Festa do Reinado de Itaúna, então com sérias divergências com a Arquidiocese de Belo Horizonte, a qual pertencia a nossa Paróquia de Sant’ana. Presidia sua “missa conga” e colocava no altar da Igreja Matriz, as rainhas e reis do Congado…tudo isso em um tempo onde nada disso era usual.
         Pe. José Netto, conservador no rito e aberto para as necessidades sociais da Itaúna de seu tempo. Até na inauguração de templos protestantes se fez presente!
         Turrão, teimoso, enérgico...mas tinha de sê-lo e bem sabia disso!
         Até a nossa Praça da Matriz tem o tamanho que tem dada a sua grande teimosia. O clube itaunense seria construído bem próximo ao centro da praça...pedras chagando para o alicerce...Pe. José Netto, após diversos avisos ao Prefeito Dr Milton Penido, via-se sendo enrolado. Não teve dúvidas: fez a mala e chegou na prefeitura... ou saem as pedras ou eu me vou! Engraçada situação. As pedras se foram, ele ficou e hoje temos a praça da Matriz! Praça do povo e não dos carros!
         Falta-nos espaço e tempo aqui, para narrar toda a obra espiritual e material do nosso Pe. Zé Netto, Itaúna não pode jamais esquecer-lhe a memória!
         Permito-me neste ponto ser pessoal.... Fui coroinha, acólito e um admirador do nosso estimado Cônego José Ferreira Netto. Aprendi muito com ele e sobre muitas coisas da Vida; lhe sou eternamente grato!
         Fui seu amigo das últimas temporadas da vida.... Convivi com ele, dos seus setenta e pouco anos até a sua partida, aos noventa e quatro. Era um de seus motoristas, que o conduzia para celebrar suas missas, enquanto teve condições físicas para fazê-lo.
         A pedido do então bispo da Diocese e seu grande amigo, Dom Cristiano, recebeu do Papa Paulo VI, o título de Cônego em 1966, que jamais sequer assinou como sendo um.
         Pe. Zé Netto...na Itaúna Eterna com certeza, junto ao Trono do Cordeiro e sob o olhar da Virgem, traz em seu coração toda a Itaúna...de ontem, de hoje e de sempre!
         “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. ” (Jo 10, 11)


*paroquiano de Sant’ana


PADRE JOSÉ FERREIRA NETTO


REFERÊNCIAS:
Texto 1: Guaracy de Castro Nogueira (In Memoriam)
Texto 2: Prof. Luiz Mascarenhas
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Acervo: Prof. Sérgio Machado
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna



PADRE UBALDO


Projeto de Lei 1510/80 - CEP: 35680-177
Denomina logradouro público: Rua Pe. Ubaldo / Conjunto Habitacional Victor Gonç. De Sousa

PADRE UBALDO: PASSAGEM EM ITAÚNA
Desde 1933, Padre Ubaldo Anselmo da Silveira, capelão da Santa Casa “Manoel Gonçalves”, município de Itaúna, dirigiu com zelo e carinho o serviço espiritual desta capela do Sagrado Coração de Jesus, povoado de Santanense, até em 1937. Padre Ubaldo, dedicado e bondoso para com as crianças, procurou organizar com muito êxito a missa dialogada das crianças. Em março do mesmo ano, foi nomeado auxiliar do vigário de Itaúna, o Revmo. Padre Everardo Molengraaff, o qual logo se interessou muito por Santanense. Introduziu uma missa aos domingos e organizou o catecismo para as crianças. Floresceu com muita alegria o catecismo.
Pe. Ubaldo faleceu na cidade de Itaúna, com 82 anos de idade, no dia 17 de maio de 1951 e foi sepultado no Cemitério São José (Cemitério Central de Itaúna).
Em nota, o Pe. José Ferreira Netto registra no livro do tombo da paróquia — Em substituição ao Revmo. Pe. Ubaldo Anselmo da Silveira, que a mais de quinze anos vinha sendo capelão da Santa Casa de Itaúna, foi provisionado para este cargo o Revmo. Pe. Waldemar Antônio de Pádua Teixeira que exercia o cargo de Vigário dos distritos de Maravilhas e Papagaios, pertencentes a Pitangui.


PADRE UBALDO: NOTAS HISTÓRICAS
Padre Ubaldo Anselmo da Silveira foi, sem dúvida, o maior vulto histórico da localidade ao lado do maestro e notável compositor, seu contemporâneo, o professor Antônio Batista Gonçalves Sampaio.
Ubaldo nasceu em 21/04/1869, em Piedade do Paraopeba, e foi batizado na igreja matriz desta mesma localidade em 01/06/1869. Era filho legítimo de Joaquim José da Silveira e Maria Emília do Amaral. A avó paterna era Josefa Justa da Silveira, filha de Francisco José da Silveira Frade e de Ana Rosa de Oliveira. Francisco tornou-se padre depois de enviuvar-se pela segunda vez (casou-se, em segundas núpcias, com a irmã da sua primeira esposa). Josefa era também a mãe de Pe. Domingos Cândido da Silveira, que se encarregou da formação do sobrinho Ubaldo de teve sobre ele grande influência.
O bisavô de Pe. Ubaldo, o Pe. Francisco José da Silveira Frade, era natural e batizado na freguesia de N. S. da Conceição de Raposos, do Bispado de Mariana. Francisco era filho legítimo do Capitão José Bernardo da Silveira Frade e de D. Ignácia Cleta Maciel de São José. Seus avós paternos eram Matheus da Silveira Frade e Joana Maria Vandergrat, da freguesia de São Cristóvão, ambos da cidade de Lisboa. Seus avós maternos eram o Capitão Manuel Nunes Velho, natural da freguesia de São Pedro Fin...(?) de Ferreira, arcebispado de Braga, e Agostinha Cleta Maciel, natural da freguesia de Raposos, bispado de Mariana. Agostinha Cleta era filha do Capitão João Álvares (Alves) Maciel, natural de Portugal, e de Teodora Francisca, parda.
A avó materna de Ubaldo era Anna Gonçalves Netta. Foram seus padrinhos de batismo: José Baptista Gonçalves Sampaio (o Juca Baptista, irmão do maestro e compositor Antônio Baptista) e Josefa Justa da Silveira, avó de Ubaldo. As informações sobre o batizado, o nascimento e a ascendência foram dadas pelo Pe. Domingos Cândido da Silveira, em 26/09/1888. Diz ele constarem elas de "assento" que fez em Capela Nova de Betim. Ubaldo foi crismado em 1870 ou 1871[1]. Seu processo de habilitação como sacerdote iniciou-se em 15/01/1891. Ordenado, passou a fazer parte da Ordem dos Agostinianos[2].
Seus irmãos eram: Conceição Maria da Silveira, Joaquim Cândido da Silveira, Ubaldina Nila da Silveira, Anselmo Silveira, Leão Treze da Silveira (Tenente), Saturno da Silveira e Maria Josefa da Silveira.
Pe. Ubaldo possuía uma casa em Piedade onde hoje (2013) é a residência do autor deste Caderno e de sua esposa, Ângela Maia[3].
Padre Ubaldo – então com 26 anos de idade – assumiu a paróquia em 1895, sucedendo o Padre José Joaquim de Mello Alvim, falecido em 23/4/1893. Já nos primeiros dias após sua posse, instituiu o ensino do catecismo e a seguir, no primeiro domingo de seu exercício como vigário, durante a missa, falou sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e iniciou uma subscrição para obter recursos para adquirir uma “imagem de vulto” do Sagrado Coração. O valor necessário foi arrecadado em poucas horas. Continuando seu trabalho apostólico, organizou o Apostolado da Oração na forma de um grupo masculino e outro feminino; divergências que surgiram no grupo feminino fez com que Pe. Ubaldo o unisse ao masculino, “cortando o mal pela raiz”. Organizou ainda a comunhão na primeira sexta-feira do mês, que passou a ser como “um dia de festa religiosa na Piedade”, tal era o número de pessoas que iam comungar neste dia. Para tanto, ele iniciava as confissões na terça-feira precedente e passava horas no confessionário, até nove horas da noite, para atender, um a um, uma grande quantidade de fiéis[4].
No mesmo ano em que se tornou vigário, iniciou também a construção das duas torres da Igreja Matriz, contratando, para isso, Eduardo Frias de Oliveira, que era natural da cidade de Ouro Fino, José Bernardes Rodrigues, português que aqui residiu, faleceu e foi sepultado e alguns portugueses de Itabira do Campo (atual Itabirito).
Ao assumir o cargo Pe. Ubaldo encontrou vários problemas e enfrentou dificuldades e opositores, como infelizmente tem ocorrido com vários de seus sucessores. De temperamento enérgico e destemido, tomou as providências que julgou necessárias e conseguiu implantar práticas que pensava ser as corretas. Ele mesmo, em suas “Reminiscências” diz que “cortou, de raiz, todos os abusos introduzidos e fez respeitado o templo de Deus. Tal foi então o respeito na casa de Deus que não se ouvia dentro e nem fora a menor palavra durante os atos religiosos e se alguém entendesse de saudar “intra templum” algum conhecido, parente ou amigo, fazia-o apenas com uma simples inclinação da cabeça. Disse um venerando e experimentado Missionário Redentorista que em Minas ainda não vira um lugar em que houvesse completo e absoluto silêncio como na igreja matriz da Piedade”[5].
Padre Ubaldo foi vigário de Piedade até 1912, período em que fez muitos melhoramentos e em que criou o Jubileu de N. Sa. da Piedade (1907).
O motivo pelo qual Padre Ubaldo deixou a paróquia de sua terra natal não é bem claro. De acordo com depoimentos de alguns moradores antigos, retransmitidos ao autor deste Caderno pelo Sr. Daniel da Silveira Ataíde, a causa da renúncia ao cargo teria sido uma acusação que lhe fizeram de envolvimento com uma professora do curso primário da localidade, calúnia esta que teria lhe causado profundo desgosto e motivado a sua saída da localidade.
Todavia, outro pode ter sido o motivo: no último parágrafo do último capítulo que encontramos, o de número XX, Pe. Ubaldo faz alusão a uma disputa pelo cargo de vigário e se refere a si mesmo como se falasse de outro, artifício que utilizou em outras passagens, certamente para manter o anonimato que o pseudônimo “Uasil”, por ele adotado, encobria. Diz ele no capítulo XX, publicado em 1935: “há vinte e três anos que o vigário empossado em 1895[6] deixou aquela freguesia, ambicionada por outro que não logrou possuí-la, como ardente e apaixonadamente desejava. Altos desígnios de Deus! ”.
De acordo com outra versão, também provinda do Sr. Daniel Ataíde, o padre que ambicionava a paróquia era o Pe. Xisto José da Silveira, cujo papel no estabelecimento do Jubileu de N. Sa. da Piedade já elucidamos no Caderno II. De fato, o então Major Xisto, tendo ficado viúvo em 1911, ingressou no seminário em Mariana e lá se ordenou padre no dia 10 de Maio de 1914. Segundo o Sr. Daniel, o Major Xisto teria comunicado ao Pe. Ubaldo, antes mesmo de ir para Mariana, sua intenção de tornar-se vigário e teria jogado duro, na intenção de removê-lo do cargo o quanto antes. Talvez a calúnia acima referida tenha sido originada do Major Xisto ou de seus amigos ou parentes, hipótese que não pode ser descartada devido ao fato de que Piedade sempre foi marcada, infelizmente, por rivalidades, às vezes bem fortes, entre alguns grupos e famílias – rivalidades que apenas há poucos anos vêm diminuindo. Tendo conseguido a renúncia de Pe. Ubaldo, o Major e seminarista Xisto conseguiu, por meio de seus contatos, que fosse indicado para o cargo de vigário de Piedade um padre de Ouro Preto, o Monsenhor Cândido Veloso, com quem Xisto teria feito um trato: logo que ele, Xisto, fosse ordenado, Monsenhor Cândido renunciaria ao cargo e Xisto o assumiria.
Após ordenar-se Xisto tentou ocupar o cargo, mas o Monsenhor, apoiado pela grande maioria da população, não o deixou. Conforme informamos no Caderno II, Monsenhor Veloso era pessoa calma, inteligente e grande protetor dos pobres. Com seu carisma, logo conquistou todos os fiéis. Xisto, que sempre vivera em Piedade, era voluntarioso, exercera a política com entusiasmo e, durante sua vida no arraial como farmacêutico, tomara partido de alguns grupos contra outros, criando inimizades e oposições. Diziam os antigos que Monsenhor Veloso, com voz mansa, ponderou com Xisto as razões pelas quais não deixaria o cargo e aconselhou-o a permanecer em Piedade como seu auxiliar. Xisto, sem opções, assim o fez até o fim da vida. Alguns que o conheceram bem de perto diziam que ele costumava rezar missa com seu revólver debaixo da batina, preso ao cinto, mantendo o costume dos seus tempos de Major e sempre preparado para os possíveis ataques de seus inimigos.
Qualquer que tenha sido a causa, em 1912, quando contava com 43 anos de idade, Pe. Ubaldo deixou a terra que amava e à qual tanto se dedicou, a terra de seus antepassados e dos seus grandes amigos. Em 1913 assumiu a paróquia de Prados - MG, cargo que exerceu por cerca de 8 meses. Retornou a Piedade somente 38 anos depois de sua saída, em setembro de 1950, com 81 anos de idade, para presidir o 43º Jubileu. Mais tarde, estabeleceu-se em Itaúna.

  
REFERÊNCIAS:
Texto Padre Ubaldo Passagem em Itaúna: Livro Histórico da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Santanense, pag.26 e Livro do Tombo II da Paróquia de Sant’Anna de Itaúna, 1951, p.14.
Texto Padre Ubaldo Notas Históricas: Engenheiro Euler de Carvalho Cruz - Cadernos de História do Distrito de Piedade do Paraopeba.
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Acervo: Professor Marco Elísio Chaves Coutinho
Consulta do Requerimento de Sepultamento: Prefeitura Municipal de Itaúna
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna
  

[1] (Processo "De genere et moribus", Arquivo da Cúria de Mariana, Armário 16, Pasta 1371, ano 1891).

[2] A Ordem dos Agostinianos Recoletos (OAR) é uma ordem religiosa católica, da família agostiniana, seguidora do pensamento de Santo Agostinho. Nasceu na Espanha, em 1588, em plena Reforma Católica, a partir da renovação da Província Agostiniana de Castela. No Brasil possui três províncias: Província de Santa Rita de Cássia (região centro-oeste), Província de Santo Tomás de Villanueva (região centro-oeste e região sul) e Província de São Nicolau Tolentino (região norte e região nordeste). Trabalham em paróquias, missões colégios e seminários.

[3] Após a morte de Pe. Ubaldo, sua irmã Ubaldina vendeu a casa para José Luiz, esposo de Ana Pinto. Este, colocou para morar na casa, como caseiro, o Sr. Valdomiro que para lá se mudou com sua esposa Tereza e filhos. José Luiz vendeu a casa e o terreno a Antônio Caldeira e a sua esposa D. Geruza. Esta, viúva, vendeu a propriedade a Euler Cruz em 1982.
[4] Informações retiradas do Capítulo XX das “Reminiscências”.
[5] Informações retiradas do Capítulo XVII das “Reminiscências”.
[6] Na verdade, foi em 1986.



domingo, 28 de maio de 2017

DR. DORINATO LIMA

Projeto de Lei 5/48 - CEP: 35680-188 
Denomina logradouro público: Rua Dr. Dorinato Lima/ Lourdes/Morro do Engenho

O doutor Dorinato de Oliveira Lima nasceu aos dois dias do mês de julho de 1886, na cidade de Entre Rios de Minas, filho de Adelino de Oliveira e d. Maria Cândida de Lima Oliveira.
Fez o curso secundário na Academia de Comércio de Juiz de Fora e diplomou-se, no ano de 1914, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, especializando-se em cirurgia. Fixou residência em Itaúna, onde instalou seu consultório médico. Casou-se, em 1916, com a senhora Geni Nogueira Lima, pertencente a tradicional família itaunense, eis que filha de Josias Nogueira Machado, personalidade das mais influentes no período da formação histórica do município, e de sua esposa Tereza Gonçalves Nogueira, filha de Manoel José de Souza Moreira e irmã do Dr. Augusto Gonçalves de Souza Moreira.
Dorinato de Oliveira Lima, por seu talento profissional, adquiriu grande renome como cirurgião. Pacientes provindos, não apenas do município, mas, também, de toda a região centro-oeste do Estado vinha a Itaúna para serem submetidos a tratamento cirúrgico, especialmente a extração do bacio, hipertrofia da glândula tireoide, popularmente conhecida como “papo”, mal que grassava, em caráter epidêmico, através de diversas regiões mineiras. A intensa atividade do Dr. Dorinato de Oliveira Lima, como ilustre cirurgião, imprimiu grande movimentação e elevou o conceito profissional da “Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira”, especialmente nas décadas de 1920 e 1930, sendo que esta instituição, a que tanto serviu, concedeu-lhe, post-mortem, com integral justiça, o diploma de Irmão Benemérito, em 31 de agosto de 1947.
Faleceu em 13 de fevereiro de 1947, aos sessenta anos de idade, sobrevivendo-lhe a esposa, D. Gení Nogueira Lima, admirável exemplo de esposa e mãe, e seus dignos filhos, doutores Tito de Oliveira Lima e Fabre Machado Lima.
O “Minas Gerais”, órgão oficial do Estado, em seu necrológico publicado no dia seguinte ao de sua morte, observou com procedência:
“Mas, no Dr. Dorinato de Oliveira Lima, o político não superava o homem, que aparecia em toda a sua bela formação humana, e no recesso do lar, onde o chefe de família, possuidor de sólidas virtudes e nobres dotes de espírito, formara uma família honrada e digna, rodeada do apreço e da admiração de toda a nossa sociedade”.
Esta, assim, a vida deste ilustre e digno itaunense de adoção, Dorinato de Oliveira Lima, que, mercê de seu talento, bondade e criatividade soube conquistar espaço indelével na rica paisagem humana de Itaúna.
Dr. Dorinato Lima

REFERÊNCIAS:
Texto: Guaracy de Castro Nogueira (In memoriam)
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira .
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Acervo: Instituto Cultural Maria Castro Nogueira
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna
Rua Dr. Dorinato Lima: Antiga Avenida 1