domingo, 25 de junho de 2017

VIRGÍLIO CORRADI

Projeto de Lei 2193/88 - CEP: 35680-489
Denomina logradouro público: Rua Virgílio Corradi / Bairro Universitário



VIRGÍLIO CORRADI

*19/05/1885 (Itabirito/MG) +13/03/1952 (Itaúna/MG)
Sepultado no Cemitério São José (Cemitério Central de Itaúna)
Túmulo 122 Quadra 01 Ala 05

Filho de Marcelino Corradi e Veroconda Corlaite, sendo o 1º filho do casal, nasceu em Itabirito (MG), onde seus pais fixaram residência no Brasil. Portanto, ficou sendo, como era de costume da época, o irmão mais velho responsável pela família, quando na morte do patriarca ou mesmo em sua família.
Casou-se mais tarde em Itabirito aos 36 anos, porque viu-se na responsabilidade de primeiro casarem-se os irmãos, para depois iniciar a sua família. Da união matrimonial com Rita Evangelista Corradi, nasceram 12 filhos. Vieram para Itaúna com o primeiro filho, junto com seus pais e irmãos já casados, cujo pai, falecera logo depois.
Seu maior ideal era o início de uma nova siderurgia, tal qual a que ele havia ajudado a montar em Itabirito — sabe-se que o 1º Alto Forte de Minas Gerais, talvez do Brasil, foi este construído.  Junto com os irmãos fundaram a Fundição Corradi, sendo que a maior parte do seu capital era da posse de Virgílio Corradi, com o nome de “Irmãos Corradi”.
Ficou com a responsabilidade da mecânica e manutenção da firma montada. Com recursos primários, criava máquinas, tornos mecânicos entre outros em sua produção. Seu ideal foi concretizado na construção do 1º alto-forno em Itaúna, o qual, o projeto, manutenção e produção, ficaram a seu cargo por muitos anos.
Virgílio Corradi era de pouca conversa, tinha muito gosto pela leitura e cuidava da família com exemplo digno.


 VIRGÍLIO CORRADI: Tudo que termina com ”ista”

*Fábio CORRADI
Nos meados da década de 1930, o partido “Ação Integralista Brasileira” estava a todo vapor. Seu representante máximo no Brasil era Plínio Salgado. O movimento integralista tinha adotado algumas características dos movimentos europeus de massa da época, especificamente do fascismo italiano, mas distanciando-se do nazismo porque o próprio Salgado não apoiava o racismo.
Em Itaúna, Dr. Antônio de Lima Coutinho, humanista, médico, um dos maiores líderes itaunenses na época, foi um dos entusiastas da propagação da ideologia do partido. Abraçou a causa com todo vigor. “Deus, pátria, família”, a ideologia máxima do partido. Dr. Coutinho, como era conhecido, foi ao encontro de Virgílio Corradi e como era de seu espírito avassalador, queria convencê-lo a participar do movimento.
Com sua ótima eloquência e grande entusiasmo, explanava a ideologia “fascista tupiniquim” para o Sr. Virgílio: Sr. Virgílio. “Deus, pátria, família”. São os pilares de nossa ideologia. Precisamos manter acesos os valores cristãos dentro de nossa nação. Não vamos deixar que esta sociedade corrupta e devassa acabe com o nosso país. Queremos traçar caminhos justos e assumir as rédeas do nosso governo. Sei que o Senhor descendente direto de italianos, irá apoiar a nossa causa. Na Itália está sendo feito algo parecido com nossa causa e está dando muito certo!
Virgílio fixou o olhar por cima dos óculos no referido doutor, coçou a cabeça e respondeu com seu sotaque de italiano: Dr. Coutinho, tenho muito apreço pela vossa figura...mas. Não posso aceitar convite do senhor.
Preste atenção. Tudo que termina com ”ista”, para mim não serve. Comunista, fascista, anarquista, socialista...agora vêm os integralistas. Isto não vai dar certo!
Para encurtar o caso. Após a instauração do Estado Novo, efetivado em 10 de novembro de 1937 pelo então presidente Getúlio Vargas. O Partido Integralista cai na ilegalidade, foi extinto pelo governo. Teve muito itaunense escondendo debaixo da cama com medo de ser preso. E nunca mais se falou ne referido partido! Sr. Virgílio tinha razão.

*Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Integrada Izabela Hendrix (1988) e mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004). Atualmente é professor auxiliar I da Universidade de Itaúna - MG.




FAMÍLIA

Virgílio Corradi, casou-se com Rita Evangelista Corradi em Itabirito; tiveram 14 filhos; ele faleceu de “câncer” aos 67 anos em 13/3/1952 em Itaúna à rua XV de Novembro [F.290-L.15-Óbitos-CRC].
FILHOS:
1) Natal Corradi;
2) Angélica Corradi Viana;
3) Virgílio Corradi Júnior;
4) Maria do Carmo Corradi;
5) Tereza Corradi;
6) Lídia Corradi;
7) Hélia Corradi;
8) Sônia Corradi;
9) Norberto Corradi;
10) Elza Corradi; (faleceu de forma prematura)
11) Mário Corradi;
12) Elza Corradi; (teve o nome da irmã falecida)
13) Ítalo Corradi (adotado)

Virgílio Corradi





CÂMARA MUNICIPAL DE ITAÚNA
ESTADO DE MINAS GERAIS


Projeto de Lei Nº 62/88   
Lei Municipal nº 2.193    
Em: 22/12/88


Assunto: Denomina logradouro público a RUA VIRGÍLIO CORRADI

AUTORIA: Vereador José Simonini Filho

VOTAÇÃO:
1ª Discussão na sessão de 16/12/1988
2ª Discussão na sessão de 16/12/1988
3ª Discussão na sessão de 16/12/1988



JUSTIFICATIVA
A denominação de logradouro público que ora propomos vem de encontro aos desejos do povo itaunense, que é o de conservar sempre viva a memória daqueles que prestaram relevantes serviços à comunidade.
Virgílio Corradi foi um desses itaunenses por adoção, que com o seu trabalho, dedicação e amor a terra que o acolheu, deixou aqui plantada a semente da industrialização do minério de ferro.
Por suas mãos projetou, construiu e manteve o 1º alto-forno em Itaúna e produziu riquezas para nossa terra. Com o seu trabalho e inteligência rara, fundou em Itaúna a 1ª Fundição, a “Irmãos Corradi” e hoje, sem dúvida, a maior delas em nosso município, denominada Fundição Corradi.
Foi seu primeiro diretor responsável pela mecânica e manutenção da empresa, o qual, construiu máquinas e tornos mecânicos que até bem pouco tempo ainda estavam em atividade.
Por estas e outras razões, que deixo aqui a presente proposição e que tenho certeza, merecerá desta edilidade a costumeira atenção.
Sala das Sessões, em 23 de junho de 1988
José Simonini Filho – Vereador


PROJETO DE LEI Nº 62/88
Denomina logradouro público.

O Povo do Município de Itaúna, por seus representantes decreta, e eu, em seu nome, sanciono a seguinte lei:
Art. 1º - Denominar-se-á AV.VIRGÍLIO CORRADI, o logradouro público localizado no Bairro Belveder, Zona 05, que tem seu início na Av. Dr. Milton Penido, passando pelas Quadras 12, 13, 09 e 16 e terminando em terrenos de propriedade da Cia. Tecidos Santanense.
Art. 2º -  A Prefeitura Municipal de Itaúna providenciará a colocação de placas indicativas, bem como a comunicação à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
Art. 3º -  Revogadas as disposições em contrário, esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Sala das Sessões, em 23 de julho de 1988
José Simonini Filho – Vereador


EMENDA MODIFICADA AO PROJETO DE LEI Nº62/88
O art. 1º do Projeto de Lei nº 62/88, passa a ter a seguinte redação:
“Art. 1º: Denominar-se-á RUA VIRGÍLIO CORRADI, o logradouro público que tem seu início em terrenos de propriedade da Cooperativa dos Produtores Rurais de Itaúna Ltda., que margeando a Rod. MG 050, passa pela Área Institucional e pelas quadras 29, 31, 33 e termina na Rod. MG 431, localizado no bairro Universitário, Zona 06”
Sala das Sessões, em 5 de dezembro de 1988
José Simonini Filho – Vereador


A COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO
Nomeio relator o nobre vereador José Coelho Neto - Sala das Sessões, em 8 de dezembro de 1988.
Antônio José Ferreira
Presidente da Comissão de Justiça e Redação

Declaro o nobre vereador relator que a presente Emenda Modificativa está em conformidade com a legislação vigente no país, opinião esta corroborada pelos demais membros. Compete a esta Casa a sua apreciação.
Sala das Sessões, em 8 de dezembro de 1988
José Coelho Neto
Relator


A COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO
Nomeio relator o nobre vereador Milton Nogueira de Oliveira - Sala das Sessões, em 8 de dezembro de 1988.
Newton Penido
 Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento.

A Comissão de Finanças e Orçamento está de pleno acordo com a presente Emenda Modificativa ao projeto de Lei nº 62/88. Somos pela sua apreciação.
Sala das Sessões, em 8 de dezembro de 1988
Milton Nogueira de Oliveira - Relator
Newton Penido - Presidente da Comissão
João José Joaquim de Oliveira – Membro da Comissão

Aprovado em 1ª Discussão – Sala das Sessões em: 16/12/1988
Aprovado em 2ª Discussão – Comissão de redação em: 16/12/1988


A COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO
Nomeio relator o nobre vereador José Coelho Neto - Sala das Sessões, em 16 de dezembro de 1988.
Antônio José Ferreira
Presidente da Comissão de Justiça e Redação

A Comissão de Justiça e Redação nada tem a modificar na redação original do presente projeto de lei nº 62/88, exceto o art. 1º que deverá ser como modificado pela Emenda apresentada, discutida, votada e aprovada por esta Casa.
Sala das Sessões, em 16 de dezembro de 1988
José Coelho Neto – Relator
Antônio José Ferreira – Presidente da Comissão
Geraldo Magela de Assis Oliveira – Membro da Comissão

Aprovado em 3ª votação -  Sala das Sessões em 16/12/1988




REFERÊNCIAS:
Colaboradores: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Pesquisa e Fotografia: Charles Aquino e Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização: Charles Aquino
Acervo e Texto/Causo: Fábio Corradi
Biografia: Carta manuscrita pertencente ao Projeto de Lei Municipal 2193/88. PMI
Genealogia da família:  Aureo Nogueira da Silveira e Dr. Alan Penido
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna
Consulta Requerimento de Sepultamento: Prefeitura Municipal de Itaúna
Equipamentos de trabalho: Câmara Fotográfica: Nikon D5000 (F/5 ISSO-400 / Distância focal 20 a 35 mm / Abertura Máxima do Objeto: 3.8 / Modo Flash: sem flash, auto. Tripé:  Manfrotto (MKC3-HO1)



domingo, 11 de junho de 2017

JAIME FREITAS


Projeto de Lei 3943/04 - CEP: 35680-000
Denomina logradouro público: Rua Jaime de Freitas / Bairro Novo Horizonte

Itaúna almeja prestigiar e homenagear “post mortem” um de seus mais queridos e singulares cidadãos, o saudoso Jaime de Freitas nascido na co-irmã Itaguara.
Ficará de bom tamanho eternizar-lhe o nome em um de seus logradouros. E olhem que se trata de via localizada quase centralmente. Com certeza merecem esta justa homenagem tanto nosso saudoso Jaime de Freitas, como seu respeitável clã.
Filho dos bons e saudosos Ramiro de Freitas e Flora Rosa de Freitas, e irmão do jornalista Antônio de Freitas. Jaime integrava família das mais respeitadas e tradicionais de Itaúna.
Herança maior que nos lega, além de bons exemplos, são seus belos netos e os ótimos e queridos familiares, aqui destacando-se a excelente esposa Raimunda Campos de Freitas — filha dos bons e saudosos Aurélio da Silva Campos e Rita Augusta de Oliveira — destacando-se também os filhos:
Márcio Aurélio de Freitas
Ângelo Antônio de Freitas
Paulo Vicente de Freitas
Jane Miriam Campos de Freitas Lara
Fátima Aparecida Campos de Freitas
Registram-se os genros e noras, gente de valor: Helênio, Herly Magda e Maria José.
Os familiares de Jaime são pessoas muito bem relacionadas e profissionalmente bem-sucedidas, tal se exemplificando com o popular Paulo Vicente de Freitas, dotado de grande inteligência e talento, um dos melhores advogados das Gerais. É o velho ditado: tal pai, tal filho. Sem se esquecer de registrar que também a família da d. Raimunda é gente dotada de notável inteligência, bastando lembrar seu irmão e cidadão de considerável cultura e sabedoria, conhecedor de muitos idiomas (inclusive tradutor da Bíblia direto do hebraico para o português), Padre José da Silva Campos, exímio pregador e doutor em Teologia.
Jaime foi um ITAGUARENSE e ITAUNENSE que dignificou não só seu torrão natal (antiga Conquista), mas sobretudo sua terra do coração, Itaúna, à qual se dedicou e amou por muitas décadas. Sem dúvida, por sua dignidade e por seu viver, eis alguém que merecia o título de CIDADÃO HONORÁRIO DE ITAÚNA.
Dinâmico e batalhador, correto e honesto, foi funcionário público, tendo inclusive trabalhado no JARDIM DE INFÂNCIA ANA CINTRA. Como pai e esposo, filho e chefe de família, foi sempre supera dedicado, apegado e afetuoso como poucos, com os seus parentes, nada aí deixando a desejar, foi exemplar, de todos queridíssimos. Seus filhos eram seu orgulho maior — com toda razão.
Como cidadão e vizinho, como companheiro e amigo, foi sempre presente, carinhoso, tendo granjeado muitas admirações e amizades. Católico, homem de fé. Popular e bem-humorado. Galista de quatro costados, vibrante e fiel, foi sem dúvida homem de virtudes, dando ótimos exemplos para tantos.
Sendo tal era, pessoa de predicados, Jaime fará muita falta entre nós. Nada nem ninguém o substituirá jamais. Com certeza, constitui-se Jaime em pessoa e qualidade. Sua partida, em 2002, aos 82 anos, além de socialmente lesiva, acarretará tristeza e saudades imensuráveis...
É mister com fé e Sabedoria seguir os bons exemplos do inesquecível Jaime. Ele cumpriu sua missão, combateu o bom combate. Ele deixa a imagem de boa-prosa, simpático e comunicativo, tão popular e de tantos queridos.
Esta homenagem vai recheada de afeto e palavras de incentivo e fé. Ele já há de estar fruindo as infinitas delícias celestiais, certamente aprovando o presente ato que enche de júbilo e alegria sua Família.
Com certeza se aprovará à unanimidade este Projeto de justa imortalização do nome de Jaime de Freitas em um de nossas vias — honrosa distinção a essa nobre Família.
Ressalte-se que a via em questão é na região dos bairros Novo Horizonte, Piedade e próxima à Rua Aurélio Campos, renomado e inesquecível sogro de Jaime — numa demonstração de união e grandeza de Família.
Itaúna quer implementar este ato — e o faz.
Itaúna e Família Campos e Família Freitas se entrelaçam fraternalmente!

Sala das Sessões, em 17 de outubro de 2004
Antônio de Miranda Silva / Vereador
Marcos Antônio Alves Penido / Vereador








REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Colaboradores: Ângelo Antônio de Freitas e Herly Chaves de Freitas (in memoriam)
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna


quinta-feira, 8 de junho de 2017

GIOCONDA CORRADI

Projeto de Lei 839/67 (Alterada pela Lei 1.343/76) - CEP: 35680-255
Denomina logradouro público: Rua Gioconda Corradi / Bairro Cerqueira Lima

JUSTIFICATIVA
Com o projeto desejamos homenagear a memória de Dona Gioconda Corradi, dama de excelsas virtudes e tronco de uma das mais numerosas e conceituadas famílias do município de Itaúna — Os Corradi.
Tem os seus membros dado o melhor de seus esforços para o progresso de Itaúna, em todos os setores da atividade humana e principalmente indústria.
Sala das Sessões, em 19 de Setembro de 1967 / Vereador Antônio José Pereira

À Comissão de Finanças, Legislação e Justiça. Sala das Sessões, 19 Setembro de 1967.
Dr. Guaracy de Castro Nogueira / Presidente da Câmara Municipal de Itaúna 



(Clicar na fotografia)

HORÁCIO CORRADI (falecido aos 63 anos, 6 meses e 11 dias em 26/8/1950 em Itaúna à rua Antônio de Matos /F.130-L.15-Óbitos-CRC), casado com Santa Josefina Agnetti e tiveram 10 filhos:
F3N1. Elisa Corradi;
F3N2. Marieta, c.c. Abílio Augusto Baeta;
F3N3. Antônio Geraldo Corradi;
F3N4. Irma Corradi Paiva;
F3N5. Horácio Corradi Filho;
F3N6. Helena Paula Corradi;
F3N7. Tilma Corradi, c.c. Irajá Perillo;  
F3N8. Paulo Corradi c.c. Maria do Carmo Pinheiro;
F3N9.  Gioconda Corradi, c.c. o primo Oswaldo Corradi (f. de Hermínio e Amélia);
F3N10. Agostinho Corradi.



REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização: Charles Aquino
Acervo: Fábio Corradi
Genealogia da família:  Aureo Nogueira da Silveira e Dr. Alan Penido
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna


quarta-feira, 7 de junho de 2017

VICENTINA BERNARDES MARQUES



Projeto de Lei 4718/12 - CEP: 35680-834
Denomina logradouro público: Rua Vicentina Bernardes Marques / Bairro Santa Edwiges II

Dona Vicentina, nascida em Itaúna-MG, viveu parte de sua vida, no bairro de Garcias. Ainda, quando solteira trabalhou na Cia. De Tecidos Santanense e posteriormente foi trabalhar no Grupo Escolar de Garcias. Por ser uma das filhas mais velha da família de seis irmãos, desde cedo teve que trabalhar bastante para ajudar na criação de seus irmãos.
Casou-se com Sr. Lázaro José Marques e teve quatro filhos: Fernando (trabalha na Caixa Econômica Federal), Roberto (trabalha na Receita Estadual), Rosilene (trabalha no Colégio Santana e na Universidade de Itaúna), Rodrigo trabalha como analista de Sistemas em BH). Nessa época, pediu transferência para trabalhar no jardim de Infância “Ana Cintra”, quando de sua mudança para o bairro das Graças.
De família com pessoas dedicadas à vida pública, como seus primos que já foram vereadores, o Sr. João Viana da Fonseca (Vereador por vários mandatos), do Sr. Antônio Augusto da Fonseca (Tunico dos Garcias), e do Sr. Marcos Elias. Gostava muito de acompanhar a vida pública da cidade e do país, fazendo comentários a respeito. Pessoa honrada e trabalhadora, ajudou o Sr. Lázaro, ao longo de sua vida conjugal, com todas as dificuldades que enfrentaram à época, a construir uma residência e ter uma vida simples, mas extremamente honesta.
Esposa, mãe dedicada, trabalhadora e muito religiosa, buscou sempre passar aos seus filhos e as pessoas com que conviveu, a caridade, a bondade e a esperança de lutar sempre para que as coisas pudessem melhorar. Apesar da viuvez aos 58 anos, dedicou-se mais ainda à família e aos netos participando também ativamente da Comunidade do bairro das Graças, no Apostolado de Maria e de todas as manifestações religiosas que ocorriam no bairro, buscando sempre ajudar às pessoas da melhor forma que podia. Faleceu em abril de 2005, aos 70 anos, nos deixando com imensa saudade.


Sala das Sessões, em 30 de outubro de 2012
Márcio José Bernardes
Vereador


DADOS BIOGRÁFICOS:
NOME: Vicentina Bernardes Marques
FILIAÇÃO: Antônio Bernardes da Fonseca e Maria Jacinta Fonseca
NATURALIDADE: Itaúna
NASCIMENTO: 04/11/1934* FALECIMENTO: 26/04/2005+
ESPOSO: Lázaro José Marques
FILHOS: Fernando José Marques, Roberto José Marques, Rosilene Alessandra Marques e Rodrigo José Marques


REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Genealogia: Aureo Nogueira da Silveira e  Dr. Alan Penido
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna



domingo, 4 de junho de 2017

PADRE JOSÉ NETO


Projeto de Lei 4481/10 - CEP: 35680-780
Denomina logradouro público: Rua Pe. José Neto / Bairro Olímpio Moreira antiga rua 4

*Guaracy de Castro NOGUEIRA

  Grande figura humana, Modelar Discípulo de Jesus, Pastor dedicado e zeloso de seu rebanho. Educador e formador de gente. Uma vida dedicada aos humildes, principalmente aos carentes e órfãos.
  Nasceu no pequeno lugarejo, freguesia do Sagrado Coração do Coco (São Caetano de Moeda), em 19 de junho de 1910. Mário Delfino Moreira, nascido na Moeda e Antônia Ferreira são seus pais. Avós paternos, José Ferreira, português, e Leonor Vieira Braga, do Coco. Avós maternos, Francisco Machado Netto e Maria Ferreira Marques, de São José do Paraopeba.
  Encaminhado para a vida sacerdotal pelo grande arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta. Seminarista no Seminário do Coração Eucarístico de Belo Horizonte, com apoio de Dom Antônio dos Santos Cabral, com bolsa que lhe deram as irmãs do Colégio Coração de Jesus, de Belo Horizonte. O Bispo e arcebispo Dom Cabral lhe devotava grande amizade e afeto, acompanhou sua passagem pelo seminário e lhe deu a tonsura, as ordens menores, o subdiaconato, o diaconato e o presbiterado. Ordenou-se no mesmo dia com Dom Cristiano Portela de Araújo Pena, Padre Sinfrônio Torres e Padre Guilherme Kriger.
  Antes de vir para Itaúna, foi cooperador do Monsenhor Guedes na Lagoinha (1938/39), depois, sucessivamente, vigário de Piedade do Paraopeba (1939/43) e de Itaúna (1943/85). Nestes períodos, foi encarregado de várias outras paróquias: São José do Paraopeba (1939/43), Moeda (1941/43), Itatiaiuçu (1943/46), Santanense (1943) e Padre Eustáquio (1960).
  Seu colega de ordenação, Dom Cristiano, primeiro bispo de Divinópolis, concedeu-lhe o título honorífico de cônego, por autorização do Papa Paulo VI (1966).
  Em nossa cidade, criou novas paróquias: Coração de Jesus de Santanense (1953), Nossa Senhora de Fátima do Padre Eustáquio (1960), Nossa Senhora das Graças, na Ponte (hoje Graças) e Nossa Senhora da Piedade do Serrado (hoje Piedade), em 1970. A zona rural foi enriquecida com novas capelas: Córrego do Soldado, Garcias (depois paróquia). Cachoeirinha, Vista Alegre (nome dado por ele ao Pasto das Éguas), Carneiros, Paulas e Santo Antônio da Barragem (construída pela Itaunense, com participação da comunidade).
  Presença decisiva na criação da Granja Escola São José, realizando um sonho de quando seminarista frequentava o Instituto João Pinheiro em Belo Horizonte, um centro de amparo a órfãos, carentes e meninos com desvio de conduta. Co-fundador do Colégio Santana, que passou pelas mãos do Padre José Nobre, do professor Raimundo Corrêa de Moura e do professor José Coutinho (com a colaboração de sua esposa Dª Vani e do saudoso professor Geraldo dos Santos), no casarão dos Cerqueira Lima na Rua Silva Jardim. Construída a nova sede do Colégio pela Santa Casa, fruto do testamento do maior benemérito de Itaúna no século XX, Manoel Gonçalves de Sousa Moreira (através da Sociedade Anônima com o nome do benemérito instituidor da Fundação), Padre Netto foi o responsável pela vinda dos padres americanos, frei Ambrósio e Cipriano, franciscanos conventuais e, finalmente pelos padres espiritanos (Adriano, Pedro Schoonnaker, Cauper, Luiz e outros), os quais se tornavam vigários, ficando o colégio nas mais deste notável educador que é o Padre José "das crianças", que transformou em educandário orgulho da comunidade, sala de visitas de Itaúna . Exerceu grande influência na instalação do Orfanato São Vicente de Paula, obra meritória de Dona Cota. Vigário de Itaúna ao longo de quase 42 anos. Pastor que mais tempo ficou à frente da paróquia de Santana. Conseguiu uma nova Casa Paroquial com a ajuda de dedicadas senhoras das famílias Cerqueira Lima e Gonçalves de Souza. Além disso, são imensas as marcas deixadas pelo operoso e dinâmico vigário em Itaúna. Membro do conselho fiscal da Universidade de Itaúna, completou a construção da Igreja da Matriz, terminando o coro, instalando os altares laterais e o púlpito. Assumiu a direção da Escola Normal oficial de Itaúna (Colégio Estadual), em momento de grande crise.  Inspirador da APAC, obra que sempre contou com o trabalho e a dedicação de Waldeci Antônio Ferreira. Ergueu o Centro Comunitário da Paróquia, contando com o patrocínio do senhor Joaquim Soares Nogueira (Quincas), numa homenagem ao seu falecido Cláudio.
  Muito pode ser acrescentado à biografia deste notável e humilde homem de Deus. Esta ligeira exposição, ao ensejo dos 160 anos da criação da Paróquia de Sant'Ana, atende apenas ao desejo jornalístico da Tribuna da Imprensa, solidária com as manifestações prestadas no Museu Francisco Manoel Franco, pela comunidade itaunense, a tão grande benfeitor cidadão honorário da terra de Sant'Ana, merecedor do eterno reconhecimento dos barranqueiros do Rio São João Acima.
Padre José Ferreira Netto está na galeria de honra dos mais notáveis itaunenses !




Prof. Luiz MASCARENHAS*

         José Ferreira Netto nasceu em um vilarejo denominado “Côco”, pertencente à cidade de Moeda-MG; a 19 de junho de 1910. Filho de Mário Delfino Ferreira e Antônia Ferreira Machado. Foram seus avós paternos José Delfino Ferreira e Leonor Ferreira Machado e avós maternos Francisco Machado Netto e Maria Ferreira Marques.
         Recebeu as águas lustrais do Santo Batismo na Capela do Sagrado Coração de Jesus do pequeno arraial em que nasceu, a 13 de julho de 1910, sendo oficiante o Mons. Mário Silveira. Foram seus padrinhos de batismo Eugênio Braga e Leonor Vieira Braga.
         O Sacramento da Crisma lhe foi conferido na mesma Capela do Sagrado Coração de Jesus do Côco, tendo sido o Bispo Oficiante o grande Dom Silvério Gomes Pimenta, Arcebispo de Mariana. Foi seu padrinho de crisma Francisco Machado Netto.
         Sua primeira Comunhão aconteceu em 27 de agosto de 1919, também na Capela do Sagrado Coração de Jesus do Côco, das mãos do Pe. Geraldo, redentorista.
         Cursou o Primário em 1919 e 1920, ainda no Côco e 1922 e 1924 em Ouro Preto.
         Ainda muito jovem, trabalhou como balconista de uma farmácia em Ouro Preto, que pertencia a um irmão de Mons. João Castilho Barbosa, Pároco do Pilar de Ouro Preto.
         Entrou para o Seminário do Coração Eucarístico de Belo Horizonte no ano de 1928 e foi ordenado padre a 18 de setembro de 1937 na Catedral da Boa Viagem, junto com outros três amigos: Pe. Sinfrônio Torres, Pe. Guilherme Kriger e Pe. Cristiano Frederico Portela de Araújo Penna, que posteriormente foi o primeiro bispo da nossa Diocese de Divinópolis; cujo nome empresta à Praça da Catedral: Praça Dom Cristiano.
         O Pe. José Ferreira Netto foi cooperador de Mons. Guedes na Paróquia da Lagoinha em Belo Horizonte de 1938 a 1939.
         Foi Vigário de Piedade do Paraopeba entre 1939 e 1943.  Vigário encarregado de São José do Paraopeba na mesma data; Vigário encarregado de Moeda entre 1941 e 1943. Vigário encarregado de Itatiaiuçu de 1943 a 1946.
         Em ITAÚNA o Pe. José Ferreira Netto chegou em 1943...Já conhecia o lugar, pois viera aqui alguns anos antes visitar um colega de seminário e rezou na velha Igreja Matriz de Sant’ana;  antes de sua demolição em 1934...Talvez não tenha imaginado que para essas barrancas um dia viria e delas faria a paróquia e a cidade de sua vida!
         Itaúna possuía uma única paróquia...A Paróquia de Sant’ana, criada em 07 de abril de 1841 e que se confundia com a própria cidade. Itaúna era a Paróquia de Sant’ana e a Paróquia de Sant’ana era Itaúna. Isto muito devido ao Direito Português...resquícios de nossa colonização e traços marcantes de nossa Cultura.
         Em 1943, nossa querida Itaúna era um povoado de aproximadamente 15 mil pessoas...Pelo acervo de fotos da Paróquia temos uma boa ideia de como era bem pequenina e espalhada a nossa povoação. Havia aqui 5 automóveis!
         Pe. José Ferreira Netto foi o nosso estimado Pároco de Sant’ana de 1943 a 1985...42 anos de paroquiato. Praticamente viu a pequena Itaúna crescer, evoluir, desdobrar-se em diversas outras paróquias ( hoje são 6: Sant’ana, Sagrado Coração de Jesus, Fátima, Piedade, São José, Aparecida).
         Itaúna, Minas Gerais, o Brasil e o mundo mudaram por demais neste período do paroquiato do nosso saudoso Pe. Zé Netto. Ele viu daqui o mundo e Igreja mudarem...
         Quando chegou, a Santa Missa era em latim, com o padre virado para o Sacrário e sempre usando a batina negra como veste talar, ou seja, de uso contínuo mesmo fora da Igreja. E assim o fez por 22 anos, até o Concílio Vaticano II permitir um novo rito em língua vernácula. A batina, esta, enquanto foi o Pároco, jamais deixou de usar.... Somente a tirou devido a ordens médicas e já bem na sua velhice: honrava seu sacerdócio acima de tudo.
         Foi um homem de vida espartana. Metódico, acordava sempre no mesmo horário, antes das seis da manhã, mesmo na velhice e já aposentado dafunções paroquiais. Para tomar seu banho, fazer a barba cotidianamente e passar o seu café...
         Gostava de cuidar do jardim e da horta.... Muitos ainda se lembram dos jardins da antiga Casa Paroquial (que foi construída no tempo dele) na praça, hoje Centro Pastoral “Pe. José Ferreira Netto) sempre com as roseiras exuberantes e uma horta bem viçosa e cuidada...Costume que levou para sua nova morada, quando se aposentou; situada na rua São Miguel, nº 104 no bairro das Graças.
         Pe. José Netto marcou indelevelmente sua passagem por estas terras.
         Itaúna muito lhe deve!
         Pe. José Netto trabalhou muito e muito para fora de sua sacristia.... Para muito além da religião. Tinha preocupações e grandes para com o social, a educação e a saúde em nossa cidade
         Quando aqui chegou em 1943, não havia uma escola para os meninos, pois a Escola Normal (hoje Escola Estadual de Itaúna, da qual foi também seu Diretor entre 1966 e 1970) só atendia as meninas e tocada por uma Congregação Religiosa (embaixo funcionava a escola e no andar superior a capela que possuía uma sacada; as celas das irmãs e o quarto para as internas.
         Tratou logo, portanto, com outras pessoas ilustres de nossa cidade, fundar o Colégio Sant’ana, para atender os meninos daquele tempo.
         Por ter contatos na capital, com a obra de Dom Bosco, logo pensou nos menores de rua e desamparados de seu tempo: daí veio a fundação da Granja Escola São José, junto com o então prefeito, Cel. Arthur Vilaça e sua esposa Dona Dorica.
         Criou também o antigo Lactário, que desaguou na Pastoral do Menor e hoje “Casa Nossa”; preocupou-se com os idosos e junto com o Cordomar Silveira, abraçou a causa do Asilo “Frederico Ozanam”. Tinha pelos detentos, os presos, um zelo de pai...disso brotou a Pastoral Carcerária, que abriu caminho para a APAC de Itáuna!
         Sempre prestou assistência e a fez prestar aos mais necessitados e imbuído do espírito do resgate da dignidade da pessoa humana.
         Resgatou a Festa do Reinado de Itaúna, então com sérias divergências com a Arquidiocese de Belo Horizonte, a qual pertencia a nossa Paróquia de Sant’ana. Presidia sua “missa conga” e colocava no altar da Igreja Matriz, as rainhas e reis do Congado…tudo isso em um tempo onde nada disso era usual.
         Pe. José Netto, conservador no rito e aberto para as necessidades sociais da Itaúna de seu tempo. Até na inauguração de templos protestantes se fez presente!
         Turrão, teimoso, enérgico...mas tinha de sê-lo e bem sabia disso!
         Até a nossa Praça da Matriz tem o tamanho que tem dada a sua grande teimosia. O clube itaunense seria construído bem próximo ao centro da praça...pedras chagando para o alicerce...Pe. José Netto, após diversos avisos ao Prefeito Dr Milton Penido, via-se sendo enrolado. Não teve dúvidas: fez a mala e chegou na prefeitura... ou saem as pedras ou eu me vou! Engraçada situação. As pedras se foram, ele ficou e hoje temos a praça da Matriz! Praça do povo e não dos carros!
         Falta-nos espaço e tempo aqui, para narrar toda a obra espiritual e material do nosso Pe. Zé Netto, Itaúna não pode jamais esquecer-lhe a memória!
         Permito-me neste ponto ser pessoal.... Fui coroinha, acólito e um admirador do nosso estimado Cônego José Ferreira Netto. Aprendi muito com ele e sobre muitas coisas da Vida; lhe sou eternamente grato!
         Fui seu amigo das últimas temporadas da vida.... Convivi com ele, dos seus setenta e pouco anos até a sua partida, aos noventa e quatro. Era um de seus motoristas, que o conduzia para celebrar suas missas, enquanto teve condições físicas para fazê-lo.
         A pedido do então bispo da Diocese e seu grande amigo, Dom Cristiano, recebeu do Papa Paulo VI, o título de Cônego em 1966, que jamais sequer assinou como sendo um.
         Pe. Zé Netto...na Itaúna Eterna com certeza, junto ao Trono do Cordeiro e sob o olhar da Virgem, traz em seu coração toda a Itaúna...de ontem, de hoje e de sempre!
         “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. ” (Jo 10, 11)


*paroquiano de Sant’ana


PADRE JOSÉ FERREIRA NETTO


REFERÊNCIAS:
Texto 1: Guaracy de Castro Nogueira (In Memoriam)
Texto 2: Prof. Luiz Mascarenhas
Pesquisa: Charles Aquino, Prof. Luiz Mascarenhas, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Acervo: Prof. Sérgio Machado
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna